Carmen da Silva, centenária e rio-grandina



Os dias 6, 7 e 8 de novembro foram dedicados à Carmen da Silva no seminário internacional realizado na Biblioteca Rio-Grandense em sua homenagem. No último dia de dezembro de 2019 completa-se o centenário de nascimento dela e parece, ainda bem, que a artista, jornalista e figura importantíssima do feminismo brasileiro vem sendo redescoberta aqui na cidade onde nasceu. Organizado pela professora Nubia Hanciau, curadora do acervo da escritora, o evento reuniu gente interessada na obra, na pessoa que Carmen foi e nas pesquisas acadêmicas a respeito dela e contou inclusive com o anúncio de que um espaço de convívio e lazer público recém-construído receberá seu nome.


Além de tudo o que ouvi antes e durante o seminário, do que senti, segue reverberando em mim o aprendizado e as reflexões que tenho feito desde então. Porque os contos inéditos de Carmen serão editados em livro pela Concha, logo: devo experimentar uma temporada de mergulho em Carmen da Silva que nunca imaginei ser possível para mim. Porque é inevitável pensar em Carmen como inspiração e influência, e olhar para seu legado como herança de família, de família criativa, sabe? De uma longeva família de mulheres da literatura que de alguma forma dão origem a mim e a tantas escritoras daqui, hoje [alou, Revocata Heloisa de Melo e Julieta de Melo Monteiro...]. Tenho pensado muito sobre os fios que nos conectam, não podem ser apenas o vínculo com a cidade, o gênero e a vontade da escrita. Embora isso já seja muito.

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contato@andreiapires.com.br | Rio Grande (RS)

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